Que tarefa árdua, à um pobre coração escrever sobre a tão desejada felicidade.
Se pensas que sou triste, te enganas, é que a felicidade que te deixa tão bobo, pra mim é pouca. Mas a questão não é essa.
A felicidade está em cada canto, ela irradia pelos poros das plantas e pessoas, é só querer enxergar.
Existe coisa mais feliz que acordar e ver o sol tão colorido?
Existe coisa mais feliz que ver os amigos, e fazer tantas outras coisas as quais não damos tanto valor.
Felicidade. Ao caminhar, ao sorrir, ao agradecer.
Existe, (agora falando sério) coisa mais engraçada que ajuntar o seu amigo de um bueiro?
Ou vê-lo cair esparramado numa pista de boliche?
Felicidade que te preenche por cada centímetro cúbico do corpo. Felicidade tão forte, que mesmo anos depois te faz sorrir, e até chorar de tanto rir.
E é com um sorriso estampado no rosto que escrevo agora.
Feliz por que as coisas acontecem do seu jeito, ao seu tempo. Mesmo que um pouco revoltado com tudo o que acontece ao redor de vez em quando.
Pra que um sonho mais grandioso, do que ser da máfia, comer num restaurante caro e sair sem pagar, assaltar um ProForte... Ou comprar um trailer, montar uma banda e sair por aí?
Não importa o tamanho dos teus sonhos, mas se eles colorirem um sorriso em teu rosto, por pelo menos um instante... Eles valem à pena.
Pra que a tristeza e o tédio, se o sol brilha todos os dias? Se as plantas continuam crescendo, as músicas continuam tocando... Viva e deixe viver! E a felicidade... Virá, se você a quiser.
Estado melancólico e confortador causado pela falta de algo aliado à vontade de destruí-lo mesmo assim.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Sobre alguém que eu mal conheço
É bem verdade que o tempo custa a passar quando você está longe. Até aí um fato quase concreto e inegável.
Mas o que me revolta é te ver perdendo o tempo que temos quando te encontro. Por que fica remoendo coisas que já aconteceram e que hoje não fazem sentido. Por que adora me maltratar dessa forma. Por que joga meus defeitos no meu rosto, por que me açoita com palavras cruéis.
Eu olho nos seus olhos e procuro as verdades. Só encontro mais e mais revolta, que movo e revolvo, mas nada resolvo.
Só encontro inverdades falhas, desculpas ao invés de reais motivos. Hipocrisia. Falsidade. Egoísmo.
Saio da frente do espelho. Está tudo bem de novo.
Mas o que me revolta é te ver perdendo o tempo que temos quando te encontro. Por que fica remoendo coisas que já aconteceram e que hoje não fazem sentido. Por que adora me maltratar dessa forma. Por que joga meus defeitos no meu rosto, por que me açoita com palavras cruéis.
Eu olho nos seus olhos e procuro as verdades. Só encontro mais e mais revolta, que movo e revolvo, mas nada resolvo.
Só encontro inverdades falhas, desculpas ao invés de reais motivos. Hipocrisia. Falsidade. Egoísmo.
Saio da frente do espelho. Está tudo bem de novo.
domingo, 10 de abril de 2011
Auf Kurs
As luzes atravessavam os vidros da janela do quarto formando espectros mórbidos, assustadores e frios.
O cheiro do sangue jorrado pelo quarto todo causava náuseas no assassino. Ainda podia ver e sentir a dança que o líquido escarlate fazia com o ar.
Sentia ainda as trepidações causadas pela lâmina atravessando o corpo frágil e a pele macia da mulher que julgava ser o amor de sua vida. Sentia o calor de seu abraço e o perfume floral misturado com o agridoce do sangue. Quase seguiu por completo o ritual de todas as noites. Preparou uma dose de seu melhor conhaque, bebeu-o lentamente caminhando pelo tapete da sala. Acendeu um cigarro, voltou para o quarto, olhou pela última vez para aquele rosto perfeitamente desenhado. Tocou seu rosto, beijou sua boca.
Lágrimas corriam pelas faces, o olhar fixo no vazio. Procurou o revólver entre as as roupas e caixas no armário. A última coisa que ouviu e sentiu foi o som veloz e mortal da bala atravessando o ar em direção ao seu crânio.
Rodrigo Severo
terça-feira, 5 de abril de 2011
Cinderela Compulsiva
Eu falei pra você pensar melhor
Se toca, se manca
Não me constranja com papo de dó
Se liga e levanta
Perdi o sono, a paz, a culpa
Meu amor, sua sina
Você enfiou seus pés numa jaca
Cinderela compulsiva
Será que você ainda gosta de mim
(não tem vergonha na cara)
Será que você ainda se gosta enfim
(não tem escolha, é na lata)
Da vida vai apanhar
Minha boca te beija em compaixão
Minha saliva te queima
Quebrou a casa e deu nosso cão
Numa esperança mimada
Não se vendeu, pôs placa de aluga
Seu prazer sangue-suga
Você entrou numa rua vazia
Sem perguntar a saída.
Se toca, se manca
Não me constranja com papo de dó
Se liga e levanta
Perdi o sono, a paz, a culpa
Meu amor, sua sina
Você enfiou seus pés numa jaca
Cinderela compulsiva
Será que você ainda gosta de mim
(não tem vergonha na cara)
Será que você ainda se gosta enfim
(não tem escolha, é na lata)
Da vida vai apanhar
Minha boca te beija em compaixão
Minha saliva te queima
Quebrou a casa e deu nosso cão
Numa esperança mimada
Não se vendeu, pôs placa de aluga
Seu prazer sangue-suga
Você entrou numa rua vazia
Sem perguntar a saída.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Cansei
De repetir palavras, de desgastar sentimentos e por muitas vezes ocultá-los. Por que falar de amor, se o que me toma hoje é a fúria, o desprezo, o mais refinado e puro ódio?
Por que falar de como meu dia se ilumina quando te vejo, se olho pelo vidro da minha janela e o pôr-do-sol se esconde entre densas nuvens cinzas?
Por que falar do teu perfume gravado em mim, se não tens a lembrança do meu, gravado em ti?
Por que falar do sol e das flores, se a chuva que cai me corrói a cada gota?
Por que falar do calor do teu corpo junto ao meu, se isso só me recorda quanto frio sinto?
Por que falar de todos os momentos felizes que tivemos, se não os temos mais?
Por que forçar um sorriso e um olhar terno, se tenho lágrimas cristalizadas no olhar?
Por que enfim, dizer que te amo, se mastigo outras palavras?
Rodrigo Severo
Por que falar de como meu dia se ilumina quando te vejo, se olho pelo vidro da minha janela e o pôr-do-sol se esconde entre densas nuvens cinzas?
Por que falar do teu perfume gravado em mim, se não tens a lembrança do meu, gravado em ti?
Por que falar do sol e das flores, se a chuva que cai me corrói a cada gota?
Por que falar do calor do teu corpo junto ao meu, se isso só me recorda quanto frio sinto?
Por que falar de todos os momentos felizes que tivemos, se não os temos mais?
Por que forçar um sorriso e um olhar terno, se tenho lágrimas cristalizadas no olhar?
Por que enfim, dizer que te amo, se mastigo outras palavras?
Rodrigo Severo
Te devoro
Te devoro - Djavan
Teus sinais
Me confundem da cabeça aos pés
Mas por dentro eu te devoro
Teu olhar
Não me diz exato quem tu és
Mesmo assim eu te devoro
Te devoraria a qualquer preço
Porque te ignoro ou te conheço
Quando chove ou quando faz frio
Noutro plano
Te devoraria tal Caetano
A Leonardo di Caprio
É um milagre
Tudo o que Deus criou
Pensando em você
Fez a via-láctea
Fez os dinossauros
Sem pensar em nada
Fez a minha vida
E te deu
Sem contar os dias
Que me faz morrer sem saber de ti
Jogado à solidão
Mas se quer saber
Se eu quero outra vida,
Não, não.
Eu quero mesmo é viver
Pra esperar, esperar
Devorar você
Teus sinais
Me confundem da cabeça aos pés
Mas por dentro eu te devoro
Teu olhar
Não me diz exato quem tu és
Mesmo assim eu te devoro
Te devoraria a qualquer preço
Porque te ignoro ou te conheço
Quando chove ou quando faz frio
Noutro plano
Te devoraria tal Caetano
A Leonardo di Caprio
É um milagre
Tudo o que Deus criou
Pensando em você
Fez a via-láctea
Fez os dinossauros
Sem pensar em nada
Fez a minha vida
E te deu
Sem contar os dias
Que me faz morrer sem saber de ti
Jogado à solidão
Mas se quer saber
Se eu quero outra vida,
Não, não.
Eu quero mesmo é viver
Pra esperar, esperar
Devorar você
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