Eu sou um cão sarnento e leproso que você chutou na rua dos seus amores imperfeitos. Sou o cão que você evitava olhar.
Sou o cão obediente e fiel que iria até o Inferno por você. O cão que morreria por um sorriso. O cão que morreria obediente, que viveria obediente até quando você bem entendesse.
Sou o cão que viveria dos teus restos só pra te ver eventualmente, quando você lembrasse de me alimentar.
Só você compreenderia estas palavras. Porém, o que está nas entrelinhas é mais nítido que esta tinta.
Sou aquele cão que depois de anos de companhia é chutado. E morto pelo tempo.
Rodrigo Severo
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